Maio 24, 2012

And now for something completely new!

Adoro histórias. Adoro História.
Estas duas coisas conjugadas levaram-me a fazer uma pesquisa e a descobrir o que significam muitas das expressões populares que usamos e com as quais crescemos (os nossos pais e os nossos avós já as usavam).
Ora vejam se não é giro!



Quando vamos a uma casa de penhores, ainda dizemos «pôr no prego». Se se pergunta o significado desta expressão, as pessoas associam-na ao facto de muitas das coisas empenhadas se poderem pendurar em pregos, como um colar, um anel, uma pulseira. Nada disso: a expressão nasceu na segunda metade do século XIX, porque a maior parte das casas de penhores de Lisboa pertenciam a um prestamista de apelido «Prego». Então, «pôr no prego» era «pôr no Senhor Prego».
Quando pede uma «imperial», já se questionou por que razão se lhe chama assim? No Porto, por exemplo, diz-se «fino», mas a razão é fácil de perceber: porque os copos em que se serve a cerveja são habitualmente finos, estreitos. Mas porquê «imperial»? No começo do século XX, a principal produtora de cerveja, em Portugal, era a Fábrica Germânia Imperial, que foi a primeira a vender cerveja à pressão. Portanto, uma «imperial» não era senão um copo de cerveja da Germânia Imperial. Resta acrescentar que, em 1916, quando Portugal declarou guerra à Alemanha, confiscou todos os bens germânicos e, portanto, também a fábrica de cerveja, que mudou o nome para… Portugália (muito mais nacionalista, aliás). Da próxima vez que o meu estimado leitor for à cervejaria Portugália da Avenida Almirante Reis, em Lisboa, suba ao 1.º andar: verá, no patamar, um painel de azulejos com o símbolo da Fábrica Germânia Imperial e uma legenda com a explicação que acima acabou de ler.
«Ficar a ver navios…» A origem desta expressão, utilizada quando alguém fica com as suas expectativas frustradas, tem que ver com a 1.ª invasão francesa, em 1807. Napoleão tinha ordenado ao general Junot que aprisionasse a família real portuguesa; todavia, apesar de caminhar a marchas forçadas com o seu exército, quando Junot chegou à capital já o príncipe regente D. João e a sua numerosa comitiva tinham partido, a bordo de 55 navios, a caminho do Brasil; o general francês ainda avistou os últimos, ao largo de Cascais, mas nada pôde fazer; ficou, portanto… «a ver navios».
Quem conhece Londres sabe que um dos seus numerosos jardins é o Green Park. Porquê o nome? Verde é o que não falta em todos eles. Então porque é que este se chama Green? Em 1659, no âmbito da afirmação do Portugal Restaurado pela diplomacia lusa, foi acordado o casamento de D. Catarina de Bragança, filha de D. João IV, com o rei Carlos II de Inglaterra. Foi a famosa rainha que introduziu o hábito do chá na Grã-Bretanha. O tão «british» chá das cinco é afinal de origem portuguesa. Mas D. Catarina foi muito infeliz no casamento. Nunca conseguiu ter filhos e o marido tornou-se um incorrigível mulherengo. Um dia, quando Carlos II passeava com a rainha e as suas damas de companhia no parque que rodeava o palácio, ele cortou uma flor e a rainha, naturalmente, estendeu a mão. O rei, porém, ofereceu-a a uma das jovens aias. Humilhada e enfurecida, D. Catarina ordenou aos jardineiros que arrancassem todas as flores desse jardim e que jamais as voltassem a plantar: só relva e árvores. A sua vontade seria respeitada até hoje, nascendo assim o Green Park.
O 1º milho é dos pardais: No tempo dos Romanos, era costume os agricultores oferecerem os primeiros frutos das suas colheitas, às aves. Pensava-se na altura que eram as aves que levavam as oferendas aos Deuses. O conhecimento desse hábito, foi-se transmitindo de geração em geração até que no séc. XVI – quando o milho chegou à Europa – a expressão evoluiu. O pardal era o símbolo de todas as aves e o milho abundava nas culturas portuguesas.

Ir para o maneta: Conta-se que por alturas da invasão de Portugal por parte dos franceses, um general chamado Loison tinha perdido aum braço numa anterior batalha. Esse militar era responsável pelas torturas aos presos e tinha, inclusivamente, causado várias mortes. Por ser tão terrível nas torturas que executava surgiu um medo popular do general Loison, mas ninguém o tratava por esse nome. Para o povo, Loison era “o maneta”. . E quando havia perigo de se ser capturado, ouvia-se logo o conselho: “Tem cuidado, qua ainda vais para o Maneta”.
À grande e à Francesa: Jean Andoche Junot auxiliou Napoleão Bonaparte durante a primeira invasão dos franceses ao território português. Jean Junot viveu em Portugal durante alguns anos e sempre de forma extremamente luxuosa. A imaginação, a observação e a sabedoria populares encarregaram-se de criar esta expressão.
Que maçada: Nos tempos áureos das conquistas imperiais romanas, as tropas de Roma tinham uma zona para conquistar. Perto do Mar Morto, chamada Massada. Os Zelotos, povo aí residente trancou-se num templo na esperança que os romanos não os descobrissem. No entanto, o exército começou imediatamente a destruir o templo enquanto o povo Zeloto desesperava por alguma solução. Para evitar a humilhação da rendição, os Zelotos decidiram-se por um suicídio colectivo. Esta expressão tornou-se sinónimo da grande chatice pela qual teve de passar este pequeno povo.

Erro crasso: Na Roma antiga, o poder dos generais era tripartido. O primeiro triunvirato de sempre era composto por Caio por Caio, Júlio e Crasso. Foi dada uma simples missão a este último: atacar os Partos, um pequeno e aparentemente inofensivo povo. Crasso descurou qualquer estratégia e o resultado foi a derrota.

Resves Campo de Ourique: No dia 1 de Novembro de 1755 – ironicamente dia de Todos os Santos – uma das maiores tragédias abateu-se sobre Portugal. Um terramoto de elevada magnitude, seguido de um tsunami, atingiu a cidade de Lisboa. Morreram milhares de pessoas. A força do tsunami foi de tal ordem que as águas entraram por Lisboa adentro e chegaram bem perto de Campo de Ourique, foi resves.

Ter ouvidos de tísico: Muitos soldados que combateram na II guerra Mundial (1939-1945) sofreram uma doença chamada tísica. Esta maleita assemelhava-se muito ao que hoje conhecemos por tuberculose pulmonar. Quem sofre desta doença caracteriza-se por ter uma sensibilidade auditiva fora do normal.


Calcanhar de Aquiles: Segundo a mitologia grega, Tétis a mãe de Aquiles, queria tornar o seu filho indestrutível. Para que isso acontecesse, mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar. Alguns anos mais tarde, durante a Guerra de Tróia, Aquiles foi atingido no único sítio que não tinha sido mergulhado nas águas mágicas, precisamente o calcanhar. Descobriu-se assim o único ponto capaz de enfraquecer o temido guerreiro.

Queimar as pestanas: Aqueles que estudavam antes da existência da electricidade não tinham vida muito facilitada. Antes, pelo contrário. Estudavam e trabalhavam à luz de velas ou de lamparinas e para que pudessem ler ou trabalhar convenientemente, tinham de as colocar muito perto do texto, correndo sérios riscos de ficar com as pestanas queimadas.

Fazer tábua rasa: Os empiristas romanos, seguidores do filósofo grego Aristóteles, diziam que a alma sem experiência era como uma tabula rasa. A tabula rasa era uma pequena tábua de cera que não tinha nada escrito ou desenhado. Mais tarde, o termo foi adaptado à vida urbana e transformado para o significado que hoje conhecemos, ou seja, esquecer e não ligar a determinado assunto.

Mal e porcamente: A expressão inicial nem era esta mas nem toda a gente compreendia o que queria dizer “mal e parcamente” ou seja, com poucos recursos. Portanto, este advérbio foi facilmente alterado para algo mais acessível.

Fazer tijolo: A destruição causada pelo terramoto de 1755 foi gigantesca. Com o objectivo de utilizar a argila para fazer tijolos, de modo a reerguer as casas que caíram, os restos de antigos cemitérios árabes foram reutilizados. Mas entre a argila eram frequentemente encontradas ossadas. Daí que tivessem surgido frases como “daqui a uns tempos estou a fazer tijolo” entre os populares.

Andar em fila indiana: Os índios americanos andavam sempre em fila para; à medida que fossem avançando irem apagando as pegadas dos que iam à frente. Quando os  cara pálidas viram este comportamento, não hesitaram em começar a utilizar o termo. “fila indiana”.

Obras de Sta.Ingrácia: Fundada em 1568, a Igreja de Sta.Ingrácia na freguesia de S.Vicente de Fora, em Lisboa, é a responsável por outra das mais famosas expressões populares portuguesas. Mais conhecida desde 1916 como Panteão Nacional, a Igreja de Sta.Ingrácia ruiu em 1681 e começou a ser reconstruída. As obras, no entanto, duraram até meados do século xx. É que as obras de Sta Engrácia foram mesmo longas, duraram nada mais nada menos que 350 anos!!

Cai o Carmo e a Trindade: O terramoto de 1755 deixou muitas marcas físicas. Mas há marcas culturais que também persistem. Uma delas é esta expressão. Durante o terramoto, ouviu-se um enorme estrondo por toda a cidade de Lisboa. Quando os habitantes descobriram qual tinha sido a verdadeira causa de tal barulheira, logo disseram: “Caíu o Carmo e a Trindade”, isto é, desabaram os conventos do Carmo e da Trindade.

Não perceber patavina: Tito Lívio, natural de Patavium (hoje Pádova, Itália) usava um latim horroroso. Nem todos o entendiam. Daí surgiu o Patavinismo, que significava não entender Tito Lívio, ou seja, não perceber patavina.

Assentar a carapuça: Por altura da Inquisição, durante a idade Média, os Judeus eram obrigados a usar um chapéu bicudo, para que pudessem ser distinguidos dos cristãos.

Pior cego é aquele que não quer ver: Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D'Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a ver ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que lhe arrancasse os olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.

É de se lhe tirar o chapéu: Foi com o Rei Luís XIV que a França disciplinou as saudações com o chapéu. Os cumprimentos poderiam ser feitos de várias maneiras dependendo da importância social de quem era saudado. O Rei ordenava que o chapéu só fosse tirado em ocasiões especiais. Assim, os Portugueses que trouxeram a novidade, viviam perguntando se a ocasião era “de se lhe tirar o chapéu”.

A dar com um pau:  Esta frase nasceu no Nordeste brasileiro. Vindas de África, milhares de aves, extenuadas pela travessia do Atlântico, pousavam nas terras em busca de alimento. Estes bandos constituíam uma séria ameaça às plantações. Os agricultores, à falta de outras armas, matavam os pobres pássaros à paulada.

Abril 27, 2012

E se der certo?

Amanhã (Sábado) vou começar um curso de costura. Sempre gostei de trabalhos manuais/artesanais, algo que seja eu a começar e a acabar, algo que implique criatividade, esforço, dedicação e empenho e que no fim, eu olhe e ache bonito e as outras pessoas também achem bonito. No fundo, o que gosto mesmo é de ver que das minhas mãos saem criações, sejam elas de que natureza for. Por isto mesmo, a determinada altura da vida aprendi a fazer ponto cruz (sozinha) e fiz dezenas de quadros e babetes e fraldas e tudo e tudo e tudo. Claro que, tendo aprendido sozinha (e não com uma avózinha estremosa, de óculos ao fundo do nariz e cabelo cinzento preso atrás num carrapito) não aprendi a fazer a preceito, e então, a parte de trás dos meus bordados nunca ficam como deve de ser (tão perfeitos atrás como à frente). Não, afasto-me muito da perfeição (em tudo na minha vida, aliás), mas faço com gosto e carinho, sobretudo quando faço as coisas para oferecer a quem gosto.
De modos que decidi agora meter-me na costura - outra coisa que sempre gostei e que sempre tive pena de não saber fazer.
Como nunca é tarde, pedi uma máquina de costurade presente de Dia da Mãe e o presente veio antecipado - já lá está em casa -  e até já fiz uma pequena obra de arte (a minha pequena obra de arte).
Agora, como quero aprender mesmo a sério e com alguma disciplina, inscrevi-me num pequeno curso de costura e lá vou eu, de máquina de costura a tiracolo, os alfinetes, o papel vegetal, o giz de costureira, as agulhas, a tesoura, o tecido e mais umas coisinhas.
Objectivo: fazer roupas para as minhas pequenotas e mais algumas coisinhas mais - colchas para as caminhas delas, estojos para a L que já está na escola, animais de pano para a S, que adora essas coisas, e presentinhos para o meu V, que está mesmo, mesmo a nascer.
E quem sabe não me animo e não começo a fazer para vender às amigas e às amigas das amigas e às amigas das amigas das amigas e qualquer dia lanço a minha própria linha de vestuário para criança!

Huummm... entretanto, acabei de acordar e bati com a mão na asa do penico... Eu rrrralmente....


Abril 19, 2012

Até tou mal "esposta"

Comi tanto já hoje!!!
Pequeno almoço - Pão com manteiga, fiambre e um cafézinho.
Almoço - Croquetes de alheira com espinafres salteados e batatas fritas + limonada
Meia hora depois: croquete do Califa

Por mais quanto tempo é que vou vestir o 34?
Eu GOSTO de vestir o 34, ok?

O que vale é que hoje vou à cavitação, melher!!!

Abril 16, 2012

Em casa

Com uma boca que mais parece um xarroco que pôs botox num médico cigano e a coisa deu para o torto.
Alergia de proporções bíblicas na sexta-feira passada, com direito a nariz e lábio assados qual rabo de bebé e no Sábado... PUM, boca toda rebentada e inchada e dorida e cheia de Zovirax que deixa aquela crosta amarelada "nejenta" e não dá jeito para comer, nem beber, nem lavar os dentes, nem dar beijinhos...
Fogo, pá!
Já para não falar que isto é PÉSSIMO para o visual! E dói comó caraças, pá!

RAÇA!!!

Abril 03, 2012

Características...

Isto tá bonito, tá...

Última Hora: Bruxelas não exclui o corte permanente dos subsídios de férias e de Natal para os Portugueses.

in Público

Ontem

Ao fazer zapping, passei pelo Canal 2 e o que é que vejo? Um programa sobre segurança na estrada patrocinado pelo ACP (acho que era isto).
E sobre o que é que versava o dito programa? Sobre a ficha de Segurança.

A Ficha de Segurança é uma folha com informação técnica para as equipas de socorro na intervenção em acidentes rodoviários.
Tem um formato standard e é válida para toda a Europa. Permite ganhar tempo e segurança na prestação de socorro a vítimas encarceradas.

Os 10 minutos necessários até há pouco tempo atrás para abrir um automóvel e retirar um ferido são agora muitos mais com os automóveis de última geração, ( de 20 minutos para quase 1 hora) já que é preciso ter muita informação para o poder fazer de forma segura: onde se encontram os componentes de alta tensão, as cargas dos airbags, que tipo de combustível utiliza a viatura, quais os melhores pontos de corte da carroceria.
O tempo é de ouro quando se trata de resgatar um ferido grave encarcerado num automóvel. Uns minutos podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

Tudo muito bem, achei a informação útil e esclarecedora, mas fiquei inquieta com uma coisa: onde é que nós guardamos a Ficha de Segurança para, em caso de acidente grave, que seja preciso desencarcerar, os bombeiros consigam chegar a ela?
O carro fica feito num bolo, a pessoa lá dentro desacordada e encarcerada... os bombeiros a querer tirar a pessoa lá de dentro o quanto antes... fazem o quê? vão primeiro à procura da folha? Diacho... a ideia é boa mas pô-la na prática é que vai ser o ver se te havias.

Back to the Gym

Pois é!
Não que precise grandemente, quer dizer, não tenho aqueles dilemas de estar gorda e anafada, de não poder comer o que quero, quando quero e como quero. Nada disso. A mãe natureza não foi madrasta e presenteou-me com um metabolismo chamado Obikwelu e um apetite com tendência para o nanismo.
Portanto, e apesar das duas crias e dos 40 aninhos feitos este ano, continuo magrita, não saindo da orla dos 50, 52 kilos.
Sou uma sortuda!
Mas mesmo assim, resolvi voltar ao ginásio. Eu, que já fui uma Jane Fonda em potência, que já tive um "six pack" admirável, que ainda mantenho os meus biceps à la Madonna, deixei-me amolecer desde que tive a primeira filhota.
Antes de nascer a L. eu fazia realmente muita ginástica. Lembro-me do tempo em que nada me custava fazer. Ele era abdominais, ele era flexões, ele era agachamentos, ele era aeróbica, ele era step, ele era circuito. Era tudo e mais que viesse.
E estava realmente em forma.
Agora não me sinto em forma. Sinto-me sem resistência, e embora me possa dar ao luxo de comer um croissant do Careca por dia (e é isso que tenho feito desde Sábado), sem que isso se note na balança, sei que isso não é propriamente bom.
Portanto, voltei ao pequeno ginásio que já frequentei aqui perto de casa, longe dos mega ginásios sorvedores de dinheiro e de instrutores megalómanos que dão aulas megalómanas com gente a gritar e a urrar, capaz de provocar um AVC a quem lá vai pela primeira vez... quer dizer, a pessoa vai lá para ficar mais saudável e habilita-se a falecer de susto quando o colega do lado lhe dá um berro no ouvido... é coisa para pôr uma pessoa a pensar se deve ir ou ficar quieta...
Ontem lá fui à 1º aula, uma aula que eu já fazia quando frequentei este ginásio. É uma aula basicamente de dança, com um professor para cima de cool, com uma energia pra lá de boa e daquelas pessoas que sabemos que nasceu para aquilo. Foi divertido. Hoje possuo dores em todo um tronco e uma boa disposição fora do comum. O saldo é positivo, portanto.
Quarta-feira irei a Spinning+Abs. Poderei eventualmente falecer, embora não me esteja a apetecer nada.
Ah! Uma coisa muito positiva neste ginásio: tem uma salinha com uma "piquena" amorosa que fica a tomar conta das nossas crianças enquanto nós nos ginasticamos. E assim vou eu e marido trabalhar para o corpo enquanto as meninas ficam a pintar e a fazer jogos. Parece-me positivo.
E é isto.

Março 16, 2012

Cumbersas...

Fulana :
Acabei de desenhar um PEACOCK MUITA LOUCO
Sicrana:
com um ganda BICO!!
Fulana:
Népia
Com uma ganda cauda de penas super coloridas
Olha lá, onde é que arranjaste o castanho oh porca?
Sicrana:
eu armada em geba comprei bue cores
gastei bue moedas
deff
Fulana:
LOLOLOLOLOL
G.E.B.A
Sicrana:
eu a pensar que era bolra
borla
era mas é os tomates
Fulana
Do xxxxx?
Os tomates do xxxx
Sicrana
ele só tem um
Fiulana:
LOLOLOLOLOLOL
Sicrana:
por isso é que parece coxo
Fulana:
E tá doente
Sicrana:
só pesa para um lado
é um mono testiculo
Fulana:
Só tu
Sicrana:
foi o acidente no xxxxx xx xxxxxx
lixou lhe um testiculo
Fulana:
Privou o rapaz de uma tomata
Sicrana:
subiu lhe para a garganta
por isso é que ele tem aquela cara de quem ta engasgado
Fulana:
Opah!!! HÁ MUITO tempo que não me ria tanto!!!
Tu és um espectáculo!!
Sicrana: 
és mesmo tarada
as vezes digo coisas mais nices
e tu yah
agora falei de tomates
e pronto
tas a ficra ressabiada com a idade
vou te contar uma anedota
queres?
 
E é isto...

Março 15, 2012

E pronto

Sou uma mulher realizada!

Março 14, 2012

Ele há gente...

... que não sabe a sorte que tem e que por isso mesmo gostam de mandar uns bitaites assim "pró" modernaço!
É sorrir e acenar... sorriiiiiiiiiiir e acenar...

Março 12, 2012

E este calor, hã?

Tipicozinho desta altura do ano!
Não venha a chuva, não, que depois logo veremos.

Março 08, 2012

Absolutamente G.E.N.I.A.L!

Encontrei este blog e digo-vos: é das coisas melhores que já vi nos últimos tempos!
É, sem sombra de dúvida, um achado (pelo menos para mim que sou uma apaixonada por arte).
É ver quadros de artistas como Goya, Louis Gallait, Jacques Louis David, etc, etc, etc, com títulos absolutamente divinais! Não é por acaso que o Blog se chama That is Priceless, porque de facto, É!

Foi um colírio para os meus olhos, acreditem!
AH! E existe em livro. TENHO de comprar! Tá aqui - How cool is this guys???? GOD!!!

Março 01, 2012

E não é que está quase a nascer o meu sobrinho??

Vou ser tia novamente!
E desta vez, é um menino!!! Para quem não conhece a história isto de ser um menino pode parecer banal, mas não é!
Sou uma de três irmãs, a minha irmã mais velha teve duas meninas, eu tive duas meninas e portanto, só faltava a irmã mais nova ter filhotes. E desta vez vem lá um menino - Um Vicente.
O meu pai, que toda a vida "trabalhou" para o menino e quem desde sempre me habituei a ouvir dizer que gostava muito de ter um netinho, já que não conseguiu ter um filho menino, está delirante! E eu compreendo-o!
Vai ser giro ter um menino na família, vai ser mesmo muito, muito giro. Eu estou que nem me aguento, de expectativa, de emoção, de tudo e mais alguma coisa.
Para além de estar doida com a ideia de vir lá mais um bebé (mesmo que não seja da minha barriga), é a emoção de ser a minha irmã pequenita a ter um bebé... Caramba... a minha C., a minha sorella mai nova, que eu ainda vejo como uma menina pequenina, que eu ainda vejo como a bebé cheia de caracolitos e dois totós :-)
A minha sorella...
Acho que ela é ainda muito pequenina para ter um bebé, mas não é... ela já cresceu, casou, tem uma casa, um emprego, um marido para cuidar e agora vem lá um bebé, com tudo o que um bebé implica de aumento de responsabilidade, trabalho, amor, etc.
Eu mudei muito depois do nascimento da minha primeira filha. Mudei para mehor, eu acho. Mas o meu mundo mudou de forma radical, e a maneira como eu via a vida também. Tornamo-nos pessoas melhores, mais generosas com tudo e todos, experimentamos sensações que julgamos não serem possíveis até à data - das boas e das menos boas e, acima de tudo, percebemos que a nossa vida deixa de ser só a "nossa" vida para passar também a ser a vida dos  nossos filhos, no fundo, deixámos de ser um só para passarmos a ser muitos - mães e pais, médicos, amigos, confidentes, professores, educadores, autoritários, meigos, psicólogos... e tantas, tantas outras coisas que nos vamos apercebendo que nos transformamos.
Eu sei que a minha sorella vai conseguir e mesmo que seja um choque ao início (é sempre), ela vai sair-se bem, ela vai ser uma mãezona e eu vou estar sempre muito perto para o que ela precisar, oh se vou!

Fevereiro 28, 2012

No Domingo passado foi dia de visita à estufa.
Comprámos umas belas flores e deu para sentir já a primavera, ao ver que as estufas já estão cheias de cor e vida típicas da Primavera.
Adoro flores, aliás, adoro tudo o que venha da terra, flores, plantas, vegetais, frutos, o meu sonho era mesmo ter uma casa com um terreno que eu pudesse tratar. Acho que viveria bem só a cuidar de uma quinta, com animais e tudo!
Tenho esta característica desde que me lembro de mim com pessoa. Gosto de ver as coisas florescer, sejam elas plantas, pessoas ou animais. Acho que é daí que vem o meu amor incondicional por bebés! Haverá coisa mais bonita que ver um bebé crescer? Passar por todas as fases, desde criatura minúscula e praticamente sem qualquer reacção ao que quer que seja, até às primeiras palavrinhas, o primeiro passo, os sorrisos, as conquistas... é realmente lindo.
Faço muitas vezes a analogia com aquilo que plantamos ou mesmo com os nossos aniamis de estimação. Já tive milhares de plantas, flores que levo para casa, planto e vejo com orgulho crescer. Já plantei centenas de sementinhas e quando elas rompem a terra e saem para a liuz do sol é sempre para mim um momento da mais pura alegria, a sério...
Lembro-me de em miúda ter tido, pela 1ª vez a alegria de ver nascer piriiquitos. A zuca e o Chico eram os pais e deste casal nasceram piriquitos lindos, todos amarelinhos, com os olhos encarnados e o bico laranja.  Desta ninhada nasceu a Nike, uma piriquita amarela que vivia à solta pela casa e que comia maçãs e batatas fritas da nossa mão!
Ver nascer os bebés daqueles ovinhos tão pequenitos, torcer durante todo o período de choco dos ovos, que a Zuca não os abandonasse e que ficasse com eles até nascerem os bebés, foram tempos muito engraçados.
Depois, já na idade adulta, voltei a passar pela experiência de ver nascer mais passarinhos, desta vez, Mandarins, uns passaritos pequeninos muito amorosos. E voltou a ser uma experiência muito, muito gira.
Portanto, é isto! Gosto de ver que as coisas (pessoas) se desenvolvem e que crescem e que eu, de alguma forma, estou envolvida no processo.
Agora ando com um projecto em mente que, a realizar-se, vai ser um sonho de há muito, tornado realidade. Em Abril terei uma horta. 25 metros quadrados de terreno, com rega incluída, onde poderei plantar aquilo que quiser e que os 25 metros quadrados permitirem. Este fim de semana quando visitei a estufa foi também para ver com atenção o que é que há à disposição para quem se quer dedicar a estas lides da auto subsistência.
E há tanta mas tanta coisa! E é magnífico pensar que vou ter um bocadinho de terra só para mim, que será num sítio muito bonito onde as minhas crianças podem brincar à vontade enquanto eu “cultivo” e que tenho água para regar e que vou poder, pelo menos, assim o espero, comer legumes e frutos (poucos mas alguns) saudáveis e, acima de tudo, fazer as sopas para as minhas miúdas com legumes sem pesticidas e afins.
E vou poder cultivar flores, e ter um Jasmim grande e ter roseiras e alfaces e couves e cenouras e batatas!! Vai ser tão booooommm!!!
Abril, chega depressa, sim? Vai ser maravilhoso!!

Fevereiro 07, 2012

Sim ou não?

Ando aqui num dilema há já algum tempo que consiste no seguinte: torno ou não o meu blogue público? Neste momento ele não é fechado a ninguém mas também pouca gente sabe da sua existência.
Torná-lo público implicaria, entre muitas outras coisas, vir cá mais assiduamente, escrever umas baboseiras para manter o público interessado... quer dizer... baboseiras, não é bem assim, vamos lá a ver... o que escrevo aqui é verdadeiro, são coisas que me vão acontecendo, outras que vou fazendo, tantas outras que vou pensando.  
Ter audiência é bom, mas pode ser “inibidor” também. Por enquanto, entro aqui na janelinha de edição de texto e escrevo o que me vai na alma porque sei que a minha audiência se limita a 2 ou 3 almas caridosas que fazem o favor de me ler. Se um dia decidir publicar isto no Facebook para os 390 amigos que tenho actualmente,  a coisa torna-se... pública... brrrrrrr, que medo!!
Por outro lado, escrever para muitas pessoas é giro! Todos nós gostamos dos 3 minutos de fama. E eu até acho que alguns amigos iam gostar de me ler. E comentar. Sim, porque entre não ter comentários e ter lá meia dúzia de opiniões, faz toda uma diferença!
Não acho que algum dia serei lida por muita gente mas a pouca que cá vier é muita bem vinda, pá! Sou menina, inclusive, para escrever posts por encomenda, ora vejamos:
- Rapariga pede post amoroso para rapaz que quer conquistar – Cris escreverá, sem cobrar um cêntimo, post super meloso para rapariga que quer conquistar rapaz
- Rapaz pretende post fofinho E inteligente sobre temas super queriduchos para publicar no seu Facebook, e  impressionar miúdas – Cris, elaborará post amoroso E inteligente sobre temas super queriduchos e rapaz poderá copiar e publicar em seu Facebook como se fosse seu!
Tudo isto... à borla!  Muita bom, pá! Já para não falar que é muito à frente do seu tempo! Posts por encomenda...  txéééé, até eu estou admirada com a minha originalidade.
Espera lá... mas isto não era um post sobre tornar ou não “O meu Mundinho” público? Huummm...

Fevereiro 01, 2012

Home Alone

Temos estado cá as 3 sozinhas esta semana e, apesar de não ser um sacrifício, sai-me do pêlo, oh se sai.
Duas meninas para cuidar, sendo uma delas ainda muito pequenina , não é pêra doce, sobretudo de manhã quando tenho que as despachar às duas para ir para a escola. As tarefas que culminam no momento em que as deixo na escola, incluem o seguinte:
- Acordar às 6.30 da matina, tomar banho antes que as meninas acordem
- Vestir-me
- Construir todo um cenário de beleza e perfeição para a minha pessoa que inclui meia hora de secagem de cabelo, que, ainda por cima dura 10 minutos, acabando por ficar feia, olheirenta e com cabelo de rata de esgoto passados esses escassos minutos
- Acordar as meninas
- vestir a L. e deixar a S dormir mais um pouco
- Preparar peq almoço para a L
- Preparar lanche para a L levar para a escola
- Acordar S
- Pôr a S a fazer xixi
- Fazer e dar a papa a S
- Vestir a S
- Pentear as meninas
- Arranjar peq almoço para mim
- Arranjar mochilas das duas meninas
- Vestir casacos às duas meninas
- Vestir o meu casaco
- Descer ao -1
- Pôr as duas meninas no carro
- Chegar ao colégio – tirá-las do carro e tirar as mochilas do porta-bagagem
- Subir a escadaria do colégio
- Beijinho à Sofia que fica na creche (Até logo fofinha, adoro-te,) beijinho à Luísa que fica no outro extremo do colégio (Até logo fofinha, adoro-te)
- Falecer de cansaço e o dia ainda agora começou.
- Logo à noite a festa continua com banhos, jantares, brincadeiras, lavagem de dentes, e canções de embalar, mas tuuuudo bem!
Ginásio? Sim, pode ser, mas têm que me garantir o mesmo ritmo de perda de calorias que eu perco quando cá estou sozinha, caso contrário nada feito.

Janeiro 31, 2012

E de maneiras que foi assim

Surpresa do maridão que ofereceu à sua menina grande e às meninas pequeninas uma viagem à Eurodisney, e foi uma delícia de fim de semana. Cansativo, muito, mas muito giro.
Gostei de soprar as velas com os meus amiguinhos da Disney - Best B-Day Ever!


Depois o bolo de aniversário para soprar as velas com a família, este ano foi uma bola de berlim gigante do Califa (o ano passado foi um croissant gigante do Careca), sucesso total. Esta ideia dos meus bolos favoritos em tamanho XL tem feito furor, até junto dos pasteleiros das respectivas pastelarias. Acho que vou registar a ideia e ainda faço uma fortuna com isto.


Para o ano será um Pastel de Belém gigante!

                  O croissant gigantone do ano passado
Alguns presentes e um muito especial - as minhas botinhas "Castor like" que eu andava a namorar desde que a Prof expôs a sua colecção de Inverno (no final do verão passado, portanto). FELIZ, FELIZ (obrigada maridão, és o meu Pai Natal intemporal).
Um jantar surpresa com pessoas de quem gosto MUITO fez com que me sentisse a Rainha do Universo, (a Sheera ao pé de mim naquele jantar ficava reduzida a uma mulher a dias) e um presentão desta gente maravilhosa - um bilhete para o rock in Rio para ver... O BRUCE SPRINGSTEEN!!! OMG!!!

Não sei se têm noção do quanto eu VENERO o Bruce Springsteen, não sei...
Mas para vos dar uma ideia, eu doaria o meu dedo mindinho se o pudesse conhecer pessoalmente, just saying...
Um cheque prenda da Mango e uma continha para a minha "Pandorca", foram outros dos presentinhos que recebi.
Foi bonita a festa, pá! Ou melhor será dizer: Foram bonitas as festas! Foi tipo aniversário cigano - durou uma semana!
Obrigada a todos por me fazerem feliz todos os dias da minha vida e obrigada a todos por terem transformado estes 40 anos no acontecimento do ano (um beijo muito especial ao marido que, este ano se excedeu e conseguiu efectivamente, surpreender-me - o que não é fácil, porque eu sou uma espertalhona e topo cenas à milha, tipo surpresas e afins, mas este ano... sim senhor... outstanding!).
Agora venham de lá esses quarenta anos. Sem medos!

Janeiro 19, 2012

É amanhã!!! Brrrrr!!!

E é já amanhã que completo 40 primaveras. Lembro-me que quando era pequenina e ouvia alguém dizer que tinha 40 anos, pensar: "txéééééé, tão velho"!
Como a nossa perspectiva das coisas muda... hoje, com 40 anos sinto que estou na máxima força e mais jovem que nunca. Aliás, faço coisas hoje e tenho coisas hoje que quando estava nos meus 17, 18, ou mesmo 20's nem sonhava poder um dia fazer e ter.
Tenho duas filhotas absolutamente LINDAS, vivo onde sempre quis viver (num sítio pra cima de chiq), tenho um marido que me mima, assim a rodos, trabalho numa BIG empresa toda multinacional e cenas... e sou feliz.
De maneiras que é isto...

AH!! e acho que estou  muito mais gira do que quando tinha 18 anos!!! Mas MUITO mais!
(Gaba-te cesto).

Janeiro 17, 2012

Minha gente...

...tenho MILHARES de cenas para vos contar! (isto sou eu a delirar que alguém efectivamente vem aqui à chafarica ler).
Passou-se Natal, passou-se fim de ano, estamos em Janeiro e eu estou a 4 dias de completar  
40 anos!!! (Jasus)
Tanto para contar! Cenas que podem, inclusive, ferir susceptibilidades. Cenas que vão do chocante ao épico.
Vá... cenas grandiosas, mais ou menos impressionantes, normais, sem interesse... de adormecer... vá...
A minha vida é um tédio, acham que eu ia ter cenas épicas para contar?
Acho que o mais épico que me aconteceu foi ter visto aquele vídeo do rapaz que queria "escacar pedra, nos tetos das cabras"...
E, e!!!

Novembro 14, 2011

Cai neve em Nova Iorque...

...chove no meu país... é tudo o que eu preciso para não ser feliz!

Novembro 07, 2011

Só de olhar...

...para esta caixa de texto, dá-me vontade de chorar. Tenho tanta coisa que gostaria de escrever e não tenho imaginação nem forças para escrever nada!
Que nervos, pá!

Novembro 02, 2011

E chove...

...na rua e na minha cabeça.

Outubro 14, 2011

É uma menina...diferente

Luisinha: Mamã, posso ter um animal de estimação?
Eu: Oh filha... um animal de estimação... é complicado...
Luisinha: Eu queria um ornitorrinco
Eu: AAAHHHH!!! Pronto! Assim tá bem!! Por momentos pensei que querias um cão ou algo marado do género!

Eu acho MUITO BEM!

Nunca ninguém tocou na Administração Pública, porque não e porque assim e porque assado. Chega a todos, para o ano chega aos funcionários públicos. A-Z-A-R-I-T-O!
E nós todos podemos ter uma opinião e podemos apontar mil merdas que são preciso corrigir mas quem lá está, a queimar as pestanas para tirar o País do buraco não somos nós. É muito fácil falar mas se amanhã me dissessem: "Olha, temos aqui uma cena para tu fazeres que é governar o país, topas?" Eu pirava-me BIG TIME!

Se fazem é porque fazem, se não fazem é porque nao fazem! Xiça Penico, pá! Deixem lá os governantes governar!

Outubro 04, 2011

Ele há vidas e vidas

É preciso ter poder de encaixe para aceitar que há milhares de portugueses que vão aproveitar este feriado para tirar a 5ª e a 6ª e vão para um sítio porreiro, possivelmente com praia ou campo, ou ambos e que eu, não vou para lado nenhum...
É mesmo preciso ser-se forte e aguentar o "tranco"...
Mas para os que vão... epá, divirtam-se por mim também! 

Outubro 03, 2011

E a saga continua...

... com as doenças lá por casa. A mais velha voltou a vomitar, a mais nova voltou às febres sem razão aparente.
Qual é a parte de: "deixem-nos lá em paz que nós nem fazemos mal a ninguém, só queremos é que nos deixem "sogaditos", lá na nossa vidinha", que o destino não está a perceber?
XIÇA!

Setembro 30, 2011

Coisas que eu gostava de fazer se tivesse tempo, dinheiro, disponibilidade mental e... vá, um bocadinho mais de sorte.

Viajar! Ooooora aí está uma coisa que eu faria amiúde! Isto claro, se tivesse com quem deixar as crianças. E mesmo que tivesse com quem as deixar, que fosse alguém em quem eu depositasse assim tipo, confiança cega, que era para ir descansadinha e não ir a pensar nelas o tempo todo de lagrimita ao canto do olho, a pensar que elas não estão bem, que sentem a minha falta que ninguém trata delas como eu, etc, etc, etc.
A última vez que as deixei (e nessa altura ainda era só a Luísa, a Sofia vinha a caminho), foi para ir passar o Reveillon a Paris. Era uma viagem relâmpago, ida a 29, volta a 31, coisa pra não fazer grande mossa... mas fez, claro que fez. Fui a chorar, estive por lá a "meio gás" e voltei ansiosa e cheeeeeiiiia de saudades da minha piolha. Não foi AQUELA experiência, que não foi.
Mas isso não faz com que não goste de viajar, e há locais que eu realmente adoraria visitar. Itália está quase no topo das preferências, ou por outra, está mesmo no topo se falarmos apenas na Europa. Adorava visitar Roma, o Vaticano, Florença, Veneza. Queria ver a Capela Sistina, queria ver a Fontana di Trevi, queria ver a galeria dei uffizi, queria encher os olhos e a alma destas coisas todas e voltar de papinho cheio com aquela sensação que só as viagens nos dão - Been there, done that!
Depois, há aquela vertente tão característica da minha pessoa que é gostar de não fazer nada e passar, pelo menos, duas semanas de papo para o ar, num belo resort, no meio das Caraíbas. Quem diz Caraíbas diz outra zona do planeta desde que seja Pacífico ou Índico. Isso é que era!! Eu oferecia o meu dedo mindinho para investigação se me pagassem umas férias destas! Claro, tinha que levar as crias atrás (porque eu gosto que elas também experimentem as coisas boas da vida) e, se fosse possível, já agora, uma senhora de cabelos brancos apanhados atrás da cabeça, com uns óculos ao fundo do nariz, com ar de avózinha meiguinha (tipo Dona Benta do Sítio do Picapau Amarelo) que olhasse pelas minhas pequenitas enquanto eu e o pai jiboiávamos na praia debaixo de uma palmeira a beber um Coco Loco ou uma piña colada bem fresquinhos enquanto olhamos para um mar azul turquesa e aproveitamos o calor dos trópicos. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!! Porquê Deus??? Porque é que eu não acordo amanhã e já estou de malas feitas e com a avôzinha a vestir-me as filhas para partirmos de viagem? Hã?

Setembro 27, 2011

Vá lá!!!

Quem visita aqui o estaminé, podia deixar uma ou outra "mensagenzita", please? Vá lá, só para eu não me sentir completamente ostracizada!
E assim a malta sempre vai falando e tal e vai percebendo que não está a escrever para o boneco e coiso (não que vocês não sejam bonecos, não é isso), mas ao menos aqui a vossa amiga já ficava a saber que é efectivamente estimada...
Não sei, isto sou eu a falar...

Setembro 26, 2011

Home Office

Hoje, por razões especiais (visitas regulares para adorar o Deus de Porcelana a cada meia hora), fiquei em casa.
Ora, como sou uma mocinha até bastante esperta, trouxe o pc comigo na sexta-feira, muito embora nem suspeitasse que iria precisar dele. Logo, hoje, e nos intervalos das rezas, sempre posso ir trabalhando.
E isto é o paraíso, caramba! Aliás, eu não percebo porque é que as empresas não põem metade dos seus colaboradores a trabalhar remotamente de casa! Alô??? É preciso ser-se muito inteligente para perceber que vão poupar rios de dinheiro e ganhar em produtividade??
Vejamos, para o colaborador que está em casa, como é que a cena funciona: colaborador tem o seu computadorzito, senta-se na sua secretária, ou mesa da sala, ou mesa da cozinha, ou sanita, o que for. A casa está silenciosa, evita-se o burburinho dos open spaces, as interrupções, a concentração é maior, o trabalho rende mais - [euros para a empresa a cair do céu].
Está na hora de almoçar. Colaborador vai à cozinha, prepara uma bucha e com sorte ainda vem a comer para o computador, enquanto termina um mail. Ao todo o almoço retirou-lhe, sei lá... meia hora de trabalho. se tanto - [a empresa a ganhar]!
Faz um intervalo para um cafézinho. Está sozinho, não tem o pessoal todo na copa a desviá-lo para o "conbibio". Volta para o pc - poupou aqui mais uns 10 minutos - [empresa a facturar]!
Colaborador sente-se bem, está em sua casa, pode, inclusive, nem se vestir. Evita aquele momento stressante de todas as manhãs decidir o que vestir e que o deixa (se a coisa correr mal) indisposto e contrariado por ir trabalhar naqueles andrajos! Colaborador, em casa e de fatinho de treino guerná de veludo com risca verde bandeira, está sempre bem!
Colaborador, mandou vir cenas da Amazon, da Victoria's Secret, de onde for. Está em casa para abrir a porta ao carteiro que vem entregar em mão. O que é que acontece? Colaborador não precisa de ir aos CTT durante a hora de almoço, ficar numa fila interminável, alongar a sua hora de almoço e roubar horas à empresa querida! [Empresa em delírio a nadar em dinheiro].
E vantagens para a empresa (para além de todas as que já enumerei acima)? TANTAS!!! Colaborador não gasta energia de empresa, não gasta água, não gasta papel higiénico (e acreditem, no estado em que me encontro hoje, ia fazer rombo), não tira cafés grátis da máquina, não anda pra cima e para baixo nos elevadores a laurear toda uma pevide, e trabalha muito mais do que se estivesse na querida empresa.
É preciso dizer mais ou ficamos já aqui só com estes argumentos?

O vírus que "correu" a família toda

Começou na mais velha com dores de garganta, na mais nova deu-lhe para se alojar no estômago e intestinos, no pai também nos intestinos e na mãe, idem, idem, aspas, aspas!
Eu, depois de 20 anos (!!!) sem vomitar e quando pensava que já tinha perdido essa "funcionalidade", este Domingo voltei às lides. Depois de passar por duas gravidezes, muitas indisposições, e tudo e tudo e tudo, e sempre passando pelos intervalos da chuva sem nunca deitar tudo cá para fora, ontem foi o dia em que todo um mito caíu por terra.
Hoje estou em casa, de molho, depois de um dia complicado, e a minha mais nova também. Já lá vão duas semanas sem ir à escolinha. O potty training vai sair prejudicado mas quero lá saber, quero é que a miúda esteja bem e o resto é conversa.

Setembro 21, 2011

NINE Years

E pronto, assim se passaram nove anos desde aquele dia de chuva em Setembro de 2002... eu era uma miúda muito diferente do que sou hoje, o homem já era o que é hoje - consistência acima de tudo!
Neste tempo, nasceram duas meninas lindas, mudou-se de casa, mudou-se de carros, compraram-se mobílias, venderam-se mobílias, "entraram" pessoas na nossa vida, saíram pessoas do nosso coração... seasons may come, seasons may go e nós continuamos aqui a fazer planos para quando já formos muito velhinhos e continuarmos a viver (de forma diferente, é certo) para as nossas duas "rebentas".
E é assim que temos levado estes 9 anos. Não somos o epíteto do "casal perfeito", que não somos, temos muitas coisinhas que nos colocariam, se houvesse um ranking, ali na franja dos "mais ou menos felizes, mas com tudo o que é importante no lugar", mas... não me venham cá com cenas porque aqueles casais que estão nas categorias "Muito, Muito, MUITO Felizes"; "Felizes comó caraças" ou "Bué felizes, sem  nada a apontar", das duas uma, ou não existem, ou se existem são feios.
A palavra "casal" transporta sempre consigo, (para além do amor, é claro) a palavra "merdas". Ou porque ele tem umas merdas que a irritam à brava, ou porque ela tem um feitio de merda, ou porque há merdas na vida que só visto, ou porque sobra sempre muito mês na merda do ordenado. Merdas portanto!
Por aqui, somos mesmo "mais ou menos felizes, mas com tudo o que é importante no lugar" - ou seja: temos as nossas... lá está... merdas, mas temos duas filhas magníficas e lindas que amamos até à inconsciência e temos tudo aquilo que construímos juntos ao longo de 6 anos de namoro e 9 de casamento, mais aquilo que todos os dias construímos e planeamos construir.
Não desistimos facilmente daquilo que para nós é importante e somos genuinamente preocupados com aquilo que fazemos e o impacto que isso terá na nossa família e na vida dos outros.
Mais importante que isso, gostamos um do outro, embora, aqui a vossa amiga não seja de grandes demonstrações de afecto, o homem sabe que isso não é questionável. Mas prontossss, nem todos podemos ser doces como o Abade Priscos e melosos como o mel, há que haver pessoal que lidere tropas e exércitos e para isso, contem comigo!

O presente (que por acaso fui eu que escolhi) mas prontossssss...

Modéstia à parte, sou uma 'pariga com bom gosto!

Setembro 20, 2011

OMG!!

Já comprei presente de homem para celebrar os 9 anitos de casados, amanhã.
O homem vai E-S-P-U-M-A-R da boca!

Oi???

110 visitantes, à minha chafarica esta semana????
Seriously???

Setembro 18, 2011

O que vinha mesmo, mesmo a calhar...

...era o tal relogiozito da Tommy Hilfiger que ando a namorar "ózanos", dois pares de sapatos para o inverno (uns pretos e uns castanhos e já ficava aviada), uma secretária nova para o escritório, mil e uma molduras daquelas que fazem combinações na parede, com fotos das minhas piriquitas (e tenho fotos lindas que bem merecem estar em exposição), uma sessão de jet bronze para prolongar este ar saudável que só a praia nos dá, levantar a peidola do sofá e começar as corridinhas ou mesmo fazer um treino da Jilian que tenho ali numa pen... sim, porque eu sou magra mas sou não caminho para mais nova e a força da gravidade é uma cena lixada, e isso, só de pensar, dá-me cabo da juventude!

C-A-N-S-A-D-A!

Digam-me que mal fiz eu a Deus para merecer isto?
As duas miúdas doentes, uma já vem estando doente há uns meses, com diarreias consecutivas e a outra outra hoje largou-se a vomitar sem eu perceber porquê.
A mais velha, para além de me andar a fazer água, com intervalos, desde Julho, agora aparece com um vírus que dá dores de garganta, febre, falta de apetite. A mais pequenita, para além de ter os dois molares a nascer que lhe fizeram duas bolas de gengiva por cima dos dentes que até sangue deitam, hoje, desde manhã que se queixa de dores de barriga, até descambar em vómito, na minha cama, na minha roupa, na roupa dela, no ursinho de estimação, tudo regado a vomitadinho com cheiro a azedo, daqueles bem bom...
E eu, a lutar para não desatar num choro histérico e descontrolado, tento pensar naquele rapazinho que agora escreveu um livro e que não tem braços nem pernas e que, diz, que vive a vida com alegria e optimismo.
Já percebi que, quando nos encontramos naquele estado de cansaço extremo, quando parece que corre tudo mal, quando as filhas choram uma para cada canto e uma quer colo e a outra quer água e a outra doi-lhe a barriga e e outra dói-lhe a garganta e os lençóis têm de ser mudados e o colchão tem de ser lavado e a outra chora porque o Spencer teve de ir a lavar na máquina e ela tem medo que ele se estrague (coitadinha) e pede colo e colo e colo e a roupinha dela está na casa de banho a cheirar a azedo e o quarto todo cheira a azedo e entretanto, quando ela decidiu vomitar eu estava em casa sozinha porque o pai estava nas urgências com a mais velha e a pequenita chorava descontroladamente porque não percebe o que se passa com aquele impulso que lhe deu para vomitar e porque não é agradável e ela é pequenina e custa-lhe... já percebi que não vale a pena arrancar todos os cabelos corporais que ainda me restam.
Cansados? Agora imaginem eu!

Setembro 16, 2011

Da Sofia

Sentada no chão da cozinha, a fazer-me companhia enquanto faço o jantar, diz assim:

- "Meus queridos! Hora de dormir!"

Ouve na escola, diz em casa. Positivo.
Já contei à educadora; pelo sim, pelo não, ficam já a saber que a garota reproduz na perfeição o que ouve na escolinha. Só por causa das coisas...

E como diz o povo: "uma desgraça nunca vem só"...

...e por isso mesmo vamos ter a Babá a apresentar o programa dos gordos! Já não bastava termos que levar com a bicha nos Globos de Ouro, no Portugal tem talento, e no diabo que a carregue, ainda vamos ter que levar com mais este programa?
Epá, eu só gostava de saber, quem é que morreu e deixou escrito algures que a Bárbara Guimarães tem jeito para apresentar programas. Ela nem para fazer pinturas rupestres deve ser grande espingarda, quanto mais a apresentar programas!!!

Oh senhores, metam-me mas é a mim a apresentar que, além de fazer a coisa por menos, não provoco danos irreparáveis no sistema nervoso central das pessoas que estão em casa a assistir, valha-me Deus!
Xiça!

Quem não achar que a Bárbara está ridícula com este chapéu muito jeitoso, que ponha o dedo no ar, por favor.

Setembro 15, 2011

E assim foi

Lá fomos nós as duas - eu e filhota mais velha - ao Estádio do Glorioso, para assistir a um grande jogo. Não é todos os dias que temos na Luz o Man United e não é todos os dias que o nosso clube está na Liga Milionária.
Acima de tudo, não é todos os dias que se tem a hipótese de levar a filha, pela 1ª vez, ao estádio da Luz ver o Glorioso!
Lembro-me como se fosse hoje, do dia em que pisei pela 1ª vez o Estádio da Luz (não este, o anterior, a Catedral). Foi para ver um Benfica-Portimonense, em que o Benfica ganhou aí por uns 15 a zero!
Eram tempos áureos, era o Benfica do Maniche, do Stromberg, do Veloso, do Chalana, do Nené! E o que eu gostei de lá ir. Assistir a um jogo num camarote - não é para todos!!
Depois, seguiram-se anos de adoração, de idas aos treinos a pé desde a estação de Benfica até ao estádio, de fotografias com os jogadores, de recortes de jornais, de sofrimento, de devoção, que continua até ao dia de hoje.
Ontem, levei a minha pipoca mais velha e acho que ela gostou. Acho que não ficou tão deslumbrada quanto eu fiquei quando entrei pela 1ª vez no estádio, mas ela também é mais novinha do que eu era quando fui - a miúda ainda tem outras prioridades, é compreensível.
Mas ontem, mais uma vez, testei a minha devoção ao meu Benfica. Se vos disser que demorei quase 3 horas desde que saí de casa até que alapei o meu real traseiro na cadeirinha do estádio, que perdi toda a 1ª parte do jogo (e por conseguinte, os golos todos da partida), que estive, inclusive, com o carro desligado (tal era a bicha onde estava), que alanquei com a minha filha às cavalitas, desde o estádio até ao Colombo, porque a miúda estava cansada e lhe doía a barriga quando andava (note-se que ela pesa 27 kilos e que, para além dela eu ainda levava dois casacos, dois cachecóis e uma mala que pesava p'ráí 200 kg) e que demorei outra hora para sair do estacionamento do Colombo, apesar de ter saído 5 minutos antes do jogo terminar para evitar o entupimento normal nestes dias... e ainda conseguir sentir-me feliz por ir apoiar o meu clube e ter assistido (mesmo só tendo assistido á 2ª parte e incompleta) ao jogo de apuramento para a Liga dos Campeões, diz muito do meu amor ao clube da águia.
Bolas! Se isto não é "vestir a camisola" então não sei o que é!